quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pedofobia no Brasil

Não chequei se o artigo abaixo é do Cristóvam Buarque, mas deve ser pois é um dos homens comprometidos neste país. Enquanto a gente se preocupar somente com o nosso umbigo , somos cúmplices do que está aí imperando. O que é de nossa indignação? De que vale esse projetinho nosso de ter o que o mundo te induz? Essa magia infantil, essa pureza que tanto é bela, vai-se jogando fora, derrotada pelo egoísmo que nos faz menor. Pense em quantos se importam de verdade_Esses são os nossos verdadeiros parceiros. "Ousar lutar...Ousar Vencer!"
PEDOFOBIA NO BRASIL


A CPI da pedofilia horrorizou o Brasil com as denúncias que fez sobre a maldita prática de criminosos contra nossas crianças. Descobrimos que ela é mais comum do que se imaginava, e é muitas vezes cometida por insuspeitos senhores. O nome dessa bestialidade deveria ser pedofobia, que segundo o dicionário significa sentir aversão a crianças. No caso do Brasil, a pedofobia é uma prática muito mais generalizada. A prostituição infantil é uma forma extrema de pedofobia. Mas há décadas, é tratada como um mal tolerável, como se fosse menos grave prostituir uma criança ou uma adolescente do que utilizá-las nas práticas da pedofilia. Abandonar crianças nas ruas também é uma forma de pedofobia. E no Brasil, essa prática é aceita com normalidade. Como se fosse uma coisa comum deixar milhões de meninos e meninas sujeitos à brutalidade do abandono. Os pais abandonam suas crianças por impossibilidade de mantê-las, mas os governos, que não criam mecanismos de proteção às crianças, são pedófobos. Amam a economia e as obras, não as crianças. E nós, que assistimos ao abandono, sem um pingo de revolta, somos pedófobos também. Deixar crianças sem brinquedos, condenadas ao trabalho quando deveriam brincar, assassinadas, espancadas, esquecidas, abandonadas são formas de pedofobia com as quais a sociedade convive, tolera sem se dar conta, sem se horrorizar, salvo em alguns casos em que a violência chega a brutalidades de violência sexual. Condenar crianças a um futuro excluído das vantagens da sociedade, cortar pela raiz seus talentos, por falta de escolas ou de escolaridade completa e de qualidade, também é pedofobia.Não pagar bem aos professores e em troca tolerar que eles não se preparem bem, não se dediquem, que façam greves deixando para as crianças a perda de um tempo irrecuperável, é uma forma de pedofobia que a sociedade brasileira comete, por ação de alguns e omissão de muitos. Nós todos praticamos essa pedofobia quando sabemos que a cada minuto 60 crianças abandonam a escola, e que as que ficam até o final do ensino médio recebem uma formação pobre. Perguntar quanto custa mudar essa realidade, aceitando que haja dinheiro para todo o resto, menos para as crianças e suas escolas, é uma forma de pedofobia bastante disseminada na sociedade brasileira. A mesma sociedade que se horroriza com a maldade da pedofilia. Cercar as escolas boas para uns poucos, deixando milhões do lado de fora; cercar os hospitais de qualidade, deixando crianças doentes no lado de fora; cercar os supermercados, deixando de fora crianças com fome, são práticas pedófobas, que muitos de nós nem sequer percebemos. O pedófilo rouba o futuro de crianças marcando-as para sempre com a violência sexual. Mas os pedófobos também roubam esse futuro, quando deixam as crianças condenadas ao analfabetismo, marcando-as definitivamente. A violência da omissão e da tolerância contra os crimes cometidos contra as crianças é um comportamento pedófobo. E ficamos aliviados quando alguns pedófilos são presos. A culpa nos monstros da pedofilia não deve esconder a responsabilidade de todos os praticantes de outras formas de pedofobia. Por isso, a resposta é sempre a mesma: não é minha culpa, não há dinheiro, não é possível. Mentiras de pedófobo. Sim, há recursos e a culpa é de cada um de nós que escolhemos dirigentes sem sensibilidade, com espírito pedófobo, que encontram dinheiro para tudo, menos para fazer o que propunha a senadora Heloisa Helena: "adotemos uma geração de pequenos brasileiros, só uma, dando-lhe tudo de que eles precisam". Pois se o fizermos, o resto eles farão quando adultos, sem os traumas deixados por pedófilos ou pedófobos que, por meios diferentes, provocam os mesmo resultados: crianças dilaceradas, adultos angustiados. Um presente vergonhoso, o futuro comprometido.A pedofilia é uma perversão brutal que ocorre em muitos países do mundo. Mas tristemente temos de reconhecer que raros países apresentam o grau de pedofobia que se percebe no Brasil.

Cristovam BuarqueSenador

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pelas Horas Findas dos Teus Trinta Anos

À Maria Fernanda , pelo seu aniversário, pois muitos não leram o poema.
Segue no mar, a garrafa a denunciar nosso amor, com o poema abaixo:


Pelas Horas Findas dos Teus Trinta Anos.

Durma a última meia hora dos teus trinta anos
Para que tu sonhes com a felicidade que se busca,
Essa quimera insana e fugidia,
E que amanha será saudade deste efêmero
Que perdemos na ânsia do inatingível_
Venda dos olhos, pálidos.

A clarividência se queima na palha razão
E os trens ainda dormitam doidos
Brindo o ultimo gole
Com um verso de quase durmo

O amor que escuto longe
Na concha daquele vento, abriga
Parte poesia navegante!
Por oceanos que se fez na mágoa ,
De um instante ao me deixar sozinho.

E vagueia por tremulinas , às correntes
Quebrante de pirata escravo
Garrafas de vinho,( do meu sangue) quebradas
Cavalos-marinhos.

Naufraga arte!
Um papiro n`areia
Quase um bilhete a te dizer: te amo
Tímido e incauto
Na aurora d`outros vintes anos teus.

K.Kampus

Parabéns Alzira!



Alzira:

Um ser humano fantástico, meigo e belo.

Amada por todos os seus amigos.

Saudades de sua doce presença.

Segue a "Aflição", de 1982, do tempo em que éramos plenos de amor fraterno.

Beijo grande...



K. Kampus



S.Luis,16/10/2008

Prof.Dr.Antonio Rafael da Silva_Cidadão de São Luis



É claro que não podemos nos vangloriar cegamente de reconhecimento de políticos, mas no caso em questão, temos que parabenizar a Câmara de Vereadores de São Luis, pela mais que justa homenagem a esse incansável cidadão, a quem todos deveriam se espelhar na construção de uma sociedade mais justa e humanitária. Estou à vontade para dar aval a esse reconhecimento, pois acompanho sua trajetória há tempos.
Antonio Rafael, nosso eterno professor, é magnânimo; um homem de ciência, trabalhador, amigo. É simples, é gigante...é cidadão da nossa cidade! Que as forças divinas conservem sua nobreza ,virtude rara nesses tempos. Transcrevo abaixo o que escrevemos tempos atrás quando da defesa de sua tese de doutorado em Malária ( doença que fragela milhões , mas que não aparece como grave problema de saúde na mídia, pois acomete pobres em sua maioria, não dando lucro pra indústria ):
Em meio à crise em que estamos expostos, de caráter econômico-social, outras se tornam cúmplices da situação, como a crise ética-moral, que algemam a resistência, fazem criar a inércia, desmobilizam a resistência, promovem a desesperança, e levam a um estado coletivo de salve-se quem puder!
A inquietude, essa força que nos move, às vezes ingênua, parece frágil, e necessita muitas vezes de eco, de alimento, de elos que possam vislumbrar uma corrente de transformação.
Assim nesta semana , quando me permiti atrasar o atendimento a meus clientes para prestigiar um amigo, que defendia uma tese para Professor Titular em Doenças Infecciosas pela UFMA, renovei princípios e saí de uma sala com o coração leve, vibrante. Assisti não só uma aula sobre malária ,testemunhamos uma análise filosófica, profunda, da civilização humana. A tese era o documento vivo de quem está realmente ao lado da população, de quem soube se doar por tanto tempo aos outros, quem leva a palavra pesquisa a algo mais elevado que simplesmente drogas e cobaias, de quem sabe dividir conhecimentos, de quem sabe experimentar e reverter sua experiência para o benefício de tantos, de quem forma e não te cobra retorno, de quem participou sempre das discussões técnicas, mas que jamais abandonou o seu dedo em riste, para denunciar o descaso, os modelos político-econômicos predadores que há tempos permeiam a história brasileira.
Sem mais, parabéns meu professor!
Esse registro na história lhe é merecido.

Wesley Campos.
PS: A foto é de 1988, no Posto de Saúde de Inhaúma , no Município da Raposa, onde era aluno e participante de seu trabalho comunitário.(No alto, da esq. pra dir: Claudia, Charles, Elismar// Abaixo: Ronaldo, Guizela, Wesley, D.Maria, Dr.Antonio Rafael)


sábado, 11 de outubro de 2008

Requiem ao Poeta Russo


Assim como eu muitos sabem onde estavam nesse dia.

Era um dia nublado em outubro, caía uma chuva fina como hoje;tinha saído cedo de casa para ir ao Hospital, passar visita.Ainda um pouco sonolento, pois tinha durmido tarde, após o aniversario de Helen ( minha irmã). Liguei o rádio, estava tocando uma música da Legião, e logo após passar o viaduto da Casa do Trabalhador, o choque_ o anúncio da morte do Renato Russo; peguei o celular e liguei pros meus irmaos e pra minha esposa. Depois, passei a tarde ouvindo as músicas, velando Renato, numa tristeza de fã. Desabafei na minha maneira, com minhas palavras_(Requiem ao Poeta Russo).

Viva Legião! Renato Russo vive!

é a prova que a existência é muito maior que se imagina."os bons morrem cedo


"Réquiem ao Poeta Russo".
Quem me dera ao menos uma vez
Ter visto teu canto
Tua dança, tuas piruetas
E tu vais repentino, cedo
Como teus versos quebrados
No limite extremo dum trocadilho

Ainda sinto o gosto amargo
A ressaca da tua morte
Esse veneno que nos tragou lento
Levou-te jovem

Escuto as canções
Sopram ventos do litoral
Precisamos nos cuidar
E quem mais dirá
O que se queria dizer
Sem a pretensão de querer aprovar
Quem falará dos casos simples da vida?

Parece vício louco
Mas é só tristeza
E meu filho (Que no fim terá nome de santo)
Ouvirá a Legião
Parece que chegará dias, noites
Tantas vezes ferozes
Dotadas de um mal
Que tentamos curas
Estamos reticentes, distraídos
Ainda é cedo, tu ires
Mas porque há tempos
Que os jovens adoecem?

Meu violão
Uns acordes desafinados
Agora num quebranto de dor
Vibram notas vazias
A poesia, a musica
Vagam pelos litorais
A ira dos deuses do silencio

Mudaram as estações
E como falar dessa saudade
De quem não vi?
É sina de românticos
Tu viajas sobre flores, lírios
Girassóis, hortênsias
Não estás só!


KKampus


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Pelas Horas Findas dos Teus Trinta Anos.


Pelas Horas Findas dos Teus Trinta Anos.

Durma a última meia hora dos teus trinta anos

Para que tu sonhes com a felicidade que se busca,

Essa quimera insana e fugidia,

E que amanha será saudade deste efêmero

Que perdemos na ânsia do inatiningível_

Venda dos olhos, pálidos.

A clarividência se queima na palha da razão

E os trens ainda dormitam doidos

Brindo o ultimo gole

Com um verso de quase durmo

O amor que escuto longe

Na concha daquele vento abriga

Parte poesia navegante!

Por oceanos que se fez na mágoa ,

De um instante ao me deixar sozinho.

E vagueia por tremulinas , às correntes

Quebrante de pirata escravo

Quebradas garrafas do vinho, do meu sangue

Cavalos-marinhos.

Naufraga arte!

Um papiro n`areia

Quase um bilhete a te dizer: te amo

Tímido e incauto

Na aurora d`outros vintes anos teus.

K.Kampus

Todo Gênio reconhecido pelo mundo (por Mauro Almeida)

Em 01/10/2008 de Mauro para Walland.
Aehh Walland,

Que esta terra bonita continue assim. Estava agora olhando a viagem
de novo no google earth. Obrigado de novo pela recepção e tirar um dia de
folga para ser nosso guia. Carolina é um destino para várias viagens. Agora
estou olhando outro destino na TAM viagens: Antártida. Um dia vou...

Estou filosofando agora, cara: Todo gênio reconhecido pelo mundo, com
algumas exceções, tem algo de fora do padrão. Não poderia se diferenciar
dos demais se assim não fosse. Qualquer pessoa que estiver dentro do quadro
previsível de comportamento está no modelo mental da multidão.

Talvez os que despontam como diferentes da maioria apenas não
conseguiram se enquadrar. Seu modelo mental não consegue funcionar tal como
esperado ou cobrado. Alguns apenas se mantém na multidão, escondidos
tentando imitar os demais. Outros sofrem tanto com isso que assumem sua
aparente esquisitice, sua incansável curiosidade, seu dom para fazer algo
muito específico de forma extraordinariamente diferente. Veja a alegada
mediocridade de Einstein com matemática na infância e suas teorias
absolutamente matemáticas quando adulto.

Aos que demonstram isso nas artes, creio que a emoção intensa é o
grande combustível. Quem já se apaixonou quando garoto sabe quanta força
uma paixão tem para nos dar coragem para enfrentar dificuldades e ao mesmo
tempo sofrer muito, sem conseguir parar. Um ciclo de momentos de gostar e
ter raiva da mesma garota. Imagine se vivermos a vida toda assim. Acho que
os artistas tem esta sensação cíclica como combustível. Permanentemente
apaixonados, sofrem tanto que fogem da vida. Mas só os que se emocionam
muito podem comunicar isso por suas obras, para que outros sintam também.

Abração,
Mauro.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Baía da Traição (Kkampus)






A Baía da Traição é um lugar belíssimo que fica na Paraíba, quase na divisa com o Rio Grande do Norte.

Além de belo lugar : fiz uma excelente viagem e encontrei velhos amigos: o Daniel e A Maysa , de Maceió e a Ana América , de Salvador .

Ficamos hospedados numa Pousada na beira da praia, e fomos super bem atendidos pelos chef`s Thiery e Beto, que nos proporcionaram dias alegres em vossas companhias.

Visitamos uma aldeia indígena e fomos tatuados com tinta de urucum.

Além das fotos, segue o poema em homenagem ao recanto (leva o nome da Pousada)

Acaju tibiro

Procuro uma rima pra Acaju Tibiro
Enquanto se chega
O encanto é imediato
Perder a rota
Encontrar o rumo
As quebrancas rítmicas nas pedras
Foi-se o coração de pedra

Um farol... a luz
Os olhos quase a suarem tímidos
Se deixar o sol chegar
As ondas levam o peso na areia

As falésias, a tribo.
Um riacho de águas cristalinas
Outro vinho tinto que corre
O vento, senhor do movimento das coisas.
A dança das plantas
O barulho na palha
Dormir com os rumores do mar

É noite...
E a infinitude luminosa no breu
Uma inundação de questões da existência
Rasga uma estrela cadente
E um desejo de voltar
Mas que a promessa não seja em vão
A traição da baia lembrada
Viver não e preciso
E a busca dos significados naturais

Acaju Tibiro
Na língua timbira
Quer dizer encontro...
Virando saudade.

domingo, 21 de setembro de 2008

O Pior Cego... (Por Kkampus)

Por mais que queira ter uma visão otimista do Brasil, tenho a impressão de que nunca chegaremos lá, e essa assertiva me parece muito mais real aqui na província do Maranhão. Assisti ao filme “Ensaio sobre a cegueira” do diretor brasileiro Fernando Meirelles, que além da excelente qualidade técnica, teve a escolha fortuita de basear-se no livro homônimo do escritor lusitano José Saramago, este, vencedor do Nobel de Literatura, prêmio que o credencia como um dos melhores escritores do mundo e diminui um pouco minha tendência, por ser seu admirador, não só dos temas que aborda em seus livros, sua narrativa esdrúxula e maravilhosa, além de ser um dos heróis da resistência, no que tange à aceitação da ordem mundial vigente, calcada nos princípios neoliberais embutidos na globalização.
Lá venho eu novamente como neobobo, discutir este velho tema, que cada vez mais tem menos eco, pois há um sentimento de derrota pelo que se tornou inevitável e inexpugnável, até onde a história poderá desdizer. Contudo minhas posturas se tornam reféns da minha carcomida coerência, a qual me orgulho, inclusive com as reservas morais que me apego.
De qualquer forma, fico decepcionado ao ver uma obra magnífica, independente dos futuros prêmios que irá receber, além do reconhecimento óbvio da crítica intelectualizada, ser maltratada pela ausência de um contingente efetivo de platéia na única sala de exibição entre várias outras que exibem chicletes, pipoca e refrigerante.
Quisera todo ser humano ou cidadão desta cidade, pudesse ter outras oportunidades de se deparar com seu espelho, com a verdade nua e crua da nossa essência. Longe eu de querer filosofar sobre o gênero humano, não tenho formação técnica para isso, mas gosto de discutir o tema, mesmo sem o apego estrito ao academicismo. Mas sou cônscio que a linguagem do cinema é rica, clara e profunda, e chega ao cerne da questão em obras desse tipo. Talvez o diretor, e nem o escritor quisessem uma massificação sobre o tema, mas independente de suas vontades, tem-se a sensação de um grande desperdício, de “se oferecer pérolas aos porcos”.
Quisera poder acreditar que a ausência das pessoas é premeditada, pelo medo de se encontrar consigo mesmo, de achar que a crueza humana seja demais dolorosa para se ter como opção de lazer ou que eu seja demais preconceituoso, um grande patrulheiro ideológico, e não aceite as liberdades de escolhas por temas fúteis. Mas a verdade é que as pessoas, de um modo geral estão acostumadas a consumir o fácil, aquilo que a sua mediocridade permite, no melhor estilo, “quanto mais burrice, melhor”. Imagino que as escolhas também são frutos da ignorância, da falta de consciência crítica, do analfabetismo que ainda em nosso meio prevalece.
E quem nos salvará dessa cegueira? Talvez o “Domingão do Faustão” ou qualquer dos telejornais de fácil assimilação que poderão decretar o valor deste filme: a mídia pobre a lastrear a arte.
Que eu seja perdoado por minhas ácidas críticas, movidas pelo inconformismo. Ainda assim, mais que nunca, “o pior cego é aquele que (literalmente) não quer ver”

K.Kampus.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Equívoco do fazendo





A natureza é clara, mostra-se exuberante, extasia, quando se mostra pura: ser vivo que pulsa, em movimento e cor. O ritmo biológico não se conta em horas, se faz com os pássaros trilando na penumbra da alvorada... a névoa filtrando raios da manhã...a geada derretendo em gotas ao dia...o rumor das cascatas correndo , sempre...as nuvens fazendo desenhos inocentes no céu.
Os homens, os ditos civilizados atentam contra a natureza das coisas, a sua própria natureza. A vida caduca, enruga-se com sua presença; fica um rastro_ as cinzas , o ermo chão. Até quando eles vão destruir, fomentando desertos ? Quando vão aprender que as fazendas não fazem bem ? Será se vale destruir a floresta pra alimentar bois? Quantos índios mais seremos dizimados por sua ganância?Vejo-os como um Midas, de dom invertido, que por onde passa, vira prata (merda).
Não sei onde nasceu a maldade, esse instinto de destruição: tudo por dinheiro. Mas parece que as pessoas vão se vestindo com a mesma capa, buscando a felicidade em caminhos tortos, tão distante das veredas ,onde um olhar se perde e se encanta. O verde... O verde em suas formas e matizes, mostrando a conjunção de água, terra e luz, enquanto o fogo de Prometeu à espreita, fazendo promessas de extermínio e dourando o capim.
O homem tem que reinventar o homem; mudar as relações com seu ambiente, com os outros. Urge salvar a civilização, guardar o berço das próximas gerações , resgatar os bons que hoje vão ficando sozinhos, párias desse sistema selvagem. Assim , então, o lúdico não será mais raro, e o esplendor do planeta azul triunfará sobre o desvelo desses tolos que não sabem o que fazem.
Perdoa mãe-errante do universo!
K.Kampus.


“Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados”
(Vanessa da Mata)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Presença (Quintana)

Antes do poema, gostaria de dizer o quanto é valioso ter neste mundo pessoas como você, meu amigo. Embora não nos vejamos com frequência, não resta a menor das dúvidas que nos queremos muito bem e que torcemos pela paz, harmonia e serenidade sempre presentes em nossas vidas. Lembro com um misto de admiração tristeza daquele telefonema que me deste onde informava que teria que seguir para Fortaleza para tentar um querido amigo seu que perdera a esposa. E certamente ao receber dele esse poema do Quintana (Presença), acredito que gostaria de vê-lo publicado. Por isso tomo a liberdade de postá-lo em seu blog. Um afetuoso abraço, meu amigo, meu irmão em Cristo Jesus.
PRESENÇA:
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exacto e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
a folha de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu te sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho que fechar meus olhos para ver-te!

domingo, 14 de setembro de 2008

Nos causando "Inveja" (por Henrique)











Agora o "Poeta Doutor", fica mandando a prestação as fotos de sua expedição ao lado de seu irmão e cunhado. Relatos? - nenhum. Com isso vai ativando a ansiedade deste que gostaria de também estar lá.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Expedição Capim Dourado (por Kkampus)


Expedição Capim Dourado.

“Deus escreve certo pelas linhas tortas” ; este ditado iria aparecer várias vezes durante a expedição. Era pra ser um encontro de amigos, de vários trilheiros que desafiariam suas vidas , buscando o inusitado Jalapão.Contudo os entreveros de vários colegas levaram a adoção de um segundo plano, mais modesto, com a mesma finalidade. Assim eu( apelidado K.Kampus , como poeta) e o Mauro Renato, partimos junto na minha viatura Lelé 200 Savana (é assim mesmo lelé, outro apelido, que empresto ao meu carro ) seguindo o roteiro pré-estabelecido em mais de um ano e meio.Deixando a pieguice de lado, foi um sonho realizado.
O que esperava da viagem? Um encontro com a natureza selvagem, um desafio ao meu espírito de aventuras?matéria-prima para meu livro inédito? Diria que sim a tudo isso, mas é claro que esta viagem foi muito mais e torna-se um marco na minha história, ao resgatar em mim , a alegria, o devaneio, a compaixao ; ao me deixar mais vivo, intrépido, feliz; ao controlar a fome, o cansaço , a saudade.
Fundamentalmente me senti mais perto de mim, de quem eu gosto de ser, um homem livre, fiel a seus princípios, a seus valores; preso ao seus sentimentos de amizade , a seus familiares; alguém que gosta de coisas simples, que adora ver as manifestações da natureza, mesmo o estio, além dos rios, as cachoeiras, os animais, o sol , a lua, estrelas, montanhas, paisagens. Que gosta de arte, _artesanato, música, violão e poesia. Que gosta de pessoas, encontros, beleza, papo e filosofia.Que gosta de prazeres: iguarias, água, sono, contemplação, caminhadas.
Tentarei contar a viagem, pelos dias...deliciando-me com as lembranças.
Um beijo a todos que se identificarem com a história.
K.kampus

domingo, 31 de agosto de 2008

Walland, o correspondente Coruja


Imagino sua emoção ao receber um irmão tão querido. Saiba que seu email mexeu comigo e deixou mais uma vez a certeza de que o amor é nosso melhor meio capaz de justificar perseverança, fé, tenacidade e esperança de dias melhores. Muito obrigado. Um abração!
Henrique Soares

Fotos sem palavras para descrevê-las (por Walland Campos)






















Fotos de uma Aventura (por Walland S Campos)












Isso é que é um Correspondente "Porreta". Valeu Walland!
















Expedição Jalapão (por Walland Silva Campos)

Recebi esta semana em Carolina a visita ilustre de dois grandes aventureiros: meu irmão Wesley e o cunhado dele, Mauro. Os dois estão à caminho do Jalapão, no Tocantins, um dos mais belos paraísos ecológicos brasileiros. Apesar da visita ser daquela tipo de "médico", valeu, e como valeu a companhia. Eu os levei para conhecer um pouco das belezas de Carolina, entre as quais a cachoeira de Pedra Caída, outro raro espetáculo da natureza. Nesses momentos rolam muitas conversas, risadas, troca de experiências, mas o saldo maior do passeio foi ver ao fim da visita a Carolina, Wesley e Mauro completamente "desestressados", somente um dia após a saída deles da cidade. Muitas "águas vão rolar" até o fim da viagem, prevista para o dia 4 de setembro, mas imagino quão leve eles deverão retornar para São Luís e Rio de Janeiro. Energia renovada para encarar os desafios de uma rotina complicada como todos nós enfrentamos. A felicidade estampada nos rostos aventureiros de Mauro e Wesley, prá mim, é inesquecível. Que Deus os acompanhem pelos caminhos dessa inusitada aventura que é a vida
Walland Silva

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Em Carolina







Quem gosta de desafios e contato de primeiro grau com a natureza vai se sentir em casa. Cachoeiras, trilhas ecológicas e mergulhos em rios de águas cristalinas estão entre as alternativas de passeio. Mas vamos por partes: chegando em Carolina, o ideal é organizar imediatamente um passeio a Pedra Caída, a cachoeira que reina absoluta na região. O lugar é fascinante e conta com estrutura (bar, restaurante), para um dia inteiro de diversão. São Romão, Prata e Itapecurizinho são outras cachoeiras que merecem uma visita, principalmente para amantes de esportes radicais, como o rappel, que começa a ser praticado na região. Caminhadas ecológicas em trilhas através dos cerrados (vegetação típica da Chapada, equivalente às savanas africanas) e banhos em rios são indispensáveis.Cachoeiras, trilhas ecológicas, belas paisagens. São inúmeras as surpresas que uma viagem à Chapada das Mesas pode revelar ao viajante. As principais cidades do pólo são Imperatriz, Carolina e Riachão, circundadas por um mundo mágico e grandioso.